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terça-feira, 19 de setembro de 2017

PT de Ribeirão Preto inicia processo para expulsar Palocci

Processo interno do partido acusa político de quebrar ética por "tentar incriminar Lula"

Processo interno do partido acusa político de quebrar ética por

Processo interno do partido acusa político de quebrar ética por "tentar incriminar Lula" | Foto: Antonio Cruz / ABr / CP Memória

A executiva municipal do PT de Ribeirão Preto decidiu nesta segunda-feira, por unanimidade, enviar o caso do ex-ministro e ex-prefeito da cidade Antonio Palocci para a comissão de ética do partido. Na prática, o PT de Ribeirão

deu início ao processo de expulsão do ex-ministro. A Comissão de Ética da legenda tem um prazo de 60 dias, prorrogavéis por mais 30, para apresentar um relatório.

O político é acusado de quebrar a ética partidária ao dizer em depoimento ao juiz Sérgio Moro que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva firmou um "pacto de sangue" com o empreiteiro Emílio Odebrecht e teria recebido benefícios pessoais da empresa, Palocci disse também que chegou a entregar maços de dinheiro vivo a Lula. "O motivo são as acusações inverídicas que ele fez tentando incriminar o ex-presidente Lula", disse o presidente do diretório municipal do PT de Ribeirão, Fernando Tremura.

Segundo ele, o partido não vai investigar as acusações de corrupção das quais Palocci é alvo. "Não vamos entrar neste mérito. As acusações de corrupção vão ser investigadas pela Justiça federal", explicou o dirigente. Tremura negou que o PT de Ribeirão estivesse evitando abrir o processo contra sua principal liderança. "Não é que o PT não queria investigar, é que até agora ninguém tinha feito uma denúncia", afirmou.

O responsável pela iniciativa é Luiz Fernando da Silva, integrante da executiva municipal. Agora Palocci será notificado sobre a abertura do processo e terá um prazo para apresentar sua defesa. Dentro de no máximo três meses a comissão de ética apresenta um relatório com o resultado das investigações e sugestões de penalidades a serem aplicadas, se for o caso. O relatório é votado pelo Diretório Municipal, a quem cabe a última palavra.

A mãe de Palocci, dona Toninha de Castro, de 82 anos, é suplente no Diretório Municipal e militante ativa do partido. Segundo Tremura, ela costumava participar de todas as reuniões e votava quando algum integrante titular faltava à reunião. "Agora ela anda meio afastada. Dá para entender, ela é mãe", disse o presidente do PT de Ribeirão. Na direção nacional a expectativa é que Palocci tome a iniciativa de pedir a desfiliação.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo.

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