terça-feira, 19 de setembro de 2017

O Nordeste acordou! Salvador expulsa de vez Lula e o PT: “Não queremos bandeira vermelha aqui”

Sabe aquela ‘estorinha’ de que o nordeste é o curral eleitoral de Lula? Pois bem, isso é coisa do passado!

Salvador, capital da Bahia, se cansou das mentira contadas pela esquerda e já começou um importante movimento para eliminar o PT da política brasileira.

O Nordeste brasileiro é rico em mão de obra qualificada, rico em turismo, rico em cultura, rico em riquezas naturais, enfim, o Nordeste se cansou das bolsas-esmola de Lula.

Os nordestinos querem progredir e decidiram expurgar Lula e a petralhada de uma vez por todas!

Parabéns ao povo de uma das regiões mais lindas do Brasil.

confira você mesmo:



Diário do Brasil

Falta de vagas motiva soltura de mais de 300 apenados do semiaberto em Porto Alegre

INVERSÃO DE DIREITOS. A JUSTIÇA PREFERE SOLTAR OS BANDIDOS PARA O TERROR DA POPULAÇÃO E RETRABALHO DAS POLICIAS, DO QUE EXERCER A SUA COMPETÊNCIA DE APURAR RESPONSABILIDADE NA EXECUÇÃO PENAL...

DO G1 RS, RBS TV - Mais de 300 condenados que cumprem pena no regime semiaberto foram liberados neste ano da Cadeia Pública de Porto Alegre, novo nome do Presídio Central, devido à falta de vagas. Com a superlotação nos presídios e nas delegacias, a Justiça vem soltando os presos menos perigosos.

Em Alvorada, Região Metropolitana de Porto Alegre, os presos estavam na carceragem e em viaturas na delegacia. O mais antigo era mantido nessas condições desde o dia 18 de agosto. O juiz Roberto Coutinho Borba promoveu a soltura em função das condições impróprias da delegacia para a permanência de presos. Muitos agentes estavam com as viaturas inoperantes, atuando como agentes penitenciários, enquanto deixam de atuar na segurança da população.

Falta de vagas motiva soltura de mais de 300 apenados do semiaberto em Porto Alegre

Risco de reincidência preocupa Ministério Público. Grande parte dos presos tem antecedentes criminais, por crimes como furto, roubo, tráfico ou ameaça.

G1.GLOBO.COM

Lula vira réu na operação Zelotes por corrupção passiva



Além de Lula, o ex-ministro Gilberto Carvalho e mais cinco pessoas também viraram réus.

Planta de Desterro em 1786

Denomination: Planta de Desterro em 1786

Para ver a imagem ampliada clique ou abra este link: http://fortalezas.org/midias/jpg_originais/00990_003014.jpg

Description: Planta do centro da cidade de Desterro (atual Florianópolis) em 1786, e parte do continente fronteiro ao centro (Estreito), com a indicação do nome de ruas, praças, bairros, acidentes geográficos, edifícios públicos, cemitérios, fortificações, entre outros detalhes preciosos, como o número de construções térreas e de sobrados então existentes naquela antiga cidade de 8608 habitantes. Nesse levantamento estão indicados na planta os seguintes edifícios militares: na legenda do quadro de edifícios públicos (Artigos Bélicos, letra n; Forte de Santana, letra v; Quartel Militar [do campo do Manejo], letra z ; Hospital Militar em construção, letra a’; Hospital da Marinha, letra b’; Antigo Forte de São Luís, letra c’); na legenda do quadro de explicações relativas ao Continente (Forte de São João, em construção, letra a; casa para a guarda da casa de pólvora , letra c); na legenda do quadro de observações (antiga trincheira [talvez a Bateria de José Mendes ou Forte de Ponta das Almas, no caminho para o Saco dos Limões], com a letra s’).

Date: 1786

Fortification: Quartel do Campo do Manejo

Credit: Planta Topográfica da Cidade do Desterro levantada por ordem e na presidência da Província de Santa Catarina do Il.mo e Ex.mo Senhor Doutor Alfredo d’ Escragnolle Taunay pelos engenheiros Major Doutor Antônio Florêncio Pereira do Lago e Carlos Othom Schlappal no ano de 1876.

Cópia autêntica (D.E.P.) realizada em Florianópolis, 15/05/1939 pelo cartógrafo Waldir Fausto Gil. Digitalização Flávio Andaló.

Fonte: http://fortalezas.org/galeria_busca_lista_mostra.php?id_midia=003014


História Licenciatura

Pintando o novo mundo

Em 1585, o inglês John White, governador de uma das primeiras colônias norte-americanas, fez uma série de esboços exquisitos de aquarela dos povos nativos de Algonkin, junto a quem os colonos tentariam viver. Benjamin Breen explora o significado dos esboços e seu link para o mistério do que se tornou conhecido como "Colônia Perdida".

'The Flyer', um indiano Secotan pintado por John White em 1585. British Museum, Londres.
UMASem sorte para muitos, como sinistro para o myselfe. Tal foi a avaliação sombria do colonizador elisabetano John White de seu mandato como o primeiro governador da colônia jovem da Grã-Bretanha na ilha de Roanoke, Virgínia. Enquanto White vivia seus últimos dias em uma plantação irlandesa em 1593, ele lutou para chegar a um acordo com seu legado ambivalente no "Newfound Worlde". Apenas oito anos antes, White partiu para a América do Norte como parte de uma expedição liderada por um cortesão ardente chamado Sir Richard Grenville. Esta viagem não estava sem seus desafios - White recordou laconicamente que, em uma batalha com os marinheiros espanhóis, ele foi "ferido na cabeça, uma vez com uma espada, e outra vez com um pique e machucou também no lado do buttoke com um tiro. "No entanto, nesta época, White também testemunhou maravilhas naturais, ajudou a construir uma nova colônia, e até mesmo comemorou o nascimento de sua neta agora famosa, Virginia Dare, o primeiro filho da parceria inglesa / cristã a nascer em solo americano. Em última análise, no entanto, as ambições de White terminaram em catástrofe, com o desaparecimento misterioso dos noventa homens, dezessete mulheres e onze crianças que compunham a colônia de Roanoke - um grupo que incluiu sua filha e sua neta.
Nos séculos desde a morte de White, sua história divergiu de maneira interessante. As gerações de escolares criados nos Estados Unidos provavelmente podem se lembrar de ler sobre a "Colônia Perdida" em Roanoke em livros didáticos. Nessas contas simplificadas, White e seus colegas colonos geralmente figuram como pioneiros condenados, mas visionários, em uma narrativa maior do excepcionalismo britânico-americano.
Entre os historiadores profissionais, White é igualmente famoso, mas por razões bastante diferentes. Nas histórias recentes da América britânica colonial, John White é o artista, ao invés de John White, o governador colonial, que ocupa um lugar central. Isso é porque White era um pintor de aquarela de extraordinário talento, cujas obras figuram entre as mais notáveis ​​representações de americanos indígenas modernos que já foram criados.
Certamente, muitos outros contemporâneos europeus de White ofereceram representações visuais de nativos americanos. Os leitores da conta antecipada de André Thevet no Brasil, a singularidade da França antarctica (Paris, 1557), por exemplo, poderiam ser tratados com renderizações de índios Tupí colhendo frutas, cantando músicas (completo com notação musical gravada por Thevet) e até mesmo munching casualmente em coxas e nádegas humanas barbeadas.

Gravação de índios Tupí que colhem frutas de caju em Les Singularitez de la France Antarctique deAndré Thevet ; (Paris, 1557)
No entanto, as ilustrações de White se destacaram entre as de seus pares. Em vez de trabalhar através de impressão ou gravura em madeira, pinturas produzidas em branco em aquarelas vivas. Isso permitiu que ele conseguisse um nível de detalhes realistas que as ilustrações impressas não poderiam esperar combinar. Um dos exemplos mais marcantes dos olhos de White para o detalhe é encontrado em sua apresentação macia de uma mãe indígena algonquiana com sua filha.

John White, "A chey Herowans wyfe de Pomeoc e sua filha de 8 ou 10 anos de idade". (1585) British Museum, Londres.
Em 1585, um dos companheiros de White na Virgínia, um filósofo e inventor natural chamado Thomas Hariot, observou que as crianças indígenas que encontrou na América "ficaram encantadas com os fantoches e os bebês que são broughtes de Inglaterra". A pintura de White, de fato, oferece um visual direto prova dessa observação: nas mãos do filho da mulher, pode-se observar uma pequena boneca feminina vestindo um vestido isabelino.
Como observa a historiadora Joyce Chaplin em seu livro Assunto: Tecnologia, Corpo e Ciência na Fronteira Anglo-Americana, 1500-1676 (Harvard University Press, 2003), essa imagem foi posteriormente recriada pelo gravador holandês Theodore de Bry, que usou as aquarelas de White para criar gravuras para o relatório de Thomas Hariot A Briefe e verdadeiro da nova terra encontrada da Virgínia (1590). A representação de Bry mostra a menina indiana que não só "uma boneca inglesa em roupas isabelinas", mas "uma esfera armilar", que serviu de "uma representação instrucional e decorativa do globo e dos céus" (Chaplin 36).

Gravação de Theodore de Bry após a aguarela de John White, de Thomas Hariot's A briefe e verdadeiro relatório da nova terra encontrada da Virgínia (1590)
White também teve uma habilidade notável para "ampliar" de uma cena para criar uma perspectiva isométrica imaginada. Sua pintura de uma aldeia algonquesa se destaca como uma das representações mais detalhadas da vida indígena da aldeia americana para sobreviver a partir do século XVI.

Aldeia dos índios Secotan na Carolina do Norte, de John White em 1585. British Museum, Londres.
Como o detalhe do círculo de dança na parte inferior direita desta imagem sugere, White parece ter tido um interesse particular nas cerimônias religiosas algonquianas. Outra pintura de White ao longo de linhas semelhantes dá um vislumbre da prática religiosa indiana pré-contato e do cotidiano:

Cerimônia de guerreiros Secotan na Carolina do Norte. Aguarela pintada por John White em 1585. British Museum, Londres.
O que, então, foi o legado final de White? Em uma narrativa impressa pela primeira vez em Voyages de Richard Hakluyt, White descreveu seu retorno à Virgínia em 1590 em busca dos colonos que ele havia deixado em Roanoke (ele havia retornado à Inglaterra três anos antes em esforços para obter "suprimentos e outras necessidades"). Sua conta evoca a paisagem assombrada de uma história de fantasmas, e seus detalhes estranhos fizeram parte do folclore americano desde então. No dia 17 de agosto, White lembrou que três navios sob seu comando chegaram a Roanoke, onde "não encontraram nenhum homem, nem se firmaram com nenhum que esteve lá ultimamente". Na noite seguinte, um dos marinheiros de White espiou "um incêndio através do bosque "E os homens" tocaram uma trombeta, mas nenhuma resposta podíamos ouvir. "A luz do amanhecer revelou que não era" nada além do grasse, e algumas árvores podres queimando ".
Finalmente, no entanto, White encontrou evidências dos wherabouts dos colonos. Em uma árvore, ele descobriu que "três cartas romanques criaram CRO": este era um criador pré-organizado que White entendia "significar o lugar onde deveria encontrá-los": croata. A suspeita de White foi confirmada com a descoberta de uma cena que agora é quase mítica:
Não encontramos nenhum sinal de distresse; então nós fomos a um lugar onde foram deixados em diversas casas, mas nós os achamos todos tomados, e o lugar fortemente fechado com um alto Palizado [isto é, uma paliçada de estacas de madeira], muito forte; e em uma das postagens escritas em fayre capitall Cartas CROATAN, sem nenhum sinal de distresse, e muitos barres de Ferro ... e tais como coisas pesadas lançam aqui e ali, sobrecarga com grama e ervas daninhas ...
Curiosamente, a conta de White aqui conecta suas duas identidades como governador e pintor. Ele observa que seus homens "encontraram cofres diversos que haviam sido escondidos e cavados" em torno da paliçada. Entre esses baús, White ficou surpreso ao encontrar objetos que ele conhecia "para ser meu owne": "livros" e "imagens" que ele havia criado nos anos anteriores, agora "espalhados e downe ... [e] corpóreos".
No final, White não conseguiu acompanhar essas pistas estranhas: as tempestades obrigaram os navios da expedição a voltarem antes de chegarem aos croatas e ele voltou para a Grã-Bretanha com o mistério não resolvido. O destino final dos colonos de Roanoke continua a ser debatido. Alguns conjecturaram que os companheiros colonos de White podem ter optado por se juntar a uma tribo indígena algonquiana local e adaptar-se aos métodos ameríndios (e bastante mais efetivos) de enfrentar a dura paisagem americana.
É improvável que possamos saber o que aconteceu - mas se a filha e a neta de White realmente se tornaram incorporadas em uma tribo indiana, teria feito um tipo de sentido estranho. Poucos europeus do século dezesseis consideravam os indígenas americanos com algo além de um olho ictérico e preconceituoso. No entanto, os retratos sensíveis e humanos da vida quotidiana de White entre os algonquenses contam uma história diferente e sugerem que sua própria posição em relação aos povos nativos que encontrou no Novo Mundo era bastante mais complexa. Na descrição sensível de White da mulher algonquiana e seu filho segurando uma boneca européia, talvez possamos discernir um prefiguração do destino híbrido euro-americano de sua própria filha e neto. Os contos entrelaçados da colônia falida White governada, a família que ele criou,

Aguarela de John White, de Fort Elizabeth, na baía de Guyanilla, em Porto Rico, onde os colonos se basearam antes de encontrar a Colônia Ranoake na Carolina do Norte.
Leitura adicional:
Michael Gaudio, Gravando o Savage: O Novo Mundo e Técnicas de Civilização (University of Minnesota Press, 2008)
Joyce Chaplin, Assunto: Tecnologia, Corpo e Ciência na Fronteira Anglo-Americana, 1500-1676 (Harvard University Press, 2003)
Daniel Richter, enfrentando o leste do país indiano (Harvard University Press, 2001)
Kim Sloan et al., Um Novo Mundo: a primeira visão da América da Inglaterra (University of North Carolina Press, 2007)

Fonte: https://publicdomainreview.org/2012/04/24/painting-the-new-world/

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Empresas da Lava Jato voltam às licitações de Estados e municípios

Marco Ambrosio/Folhapress

MTE interdita operação de içamento e fixação de vigas na obra do monotrilho da linha 17-Ouro do Metrô, em São Paulo

Trecho em obra da linha 17-Ouro do Metrô, em SP; Camargo Corrêa vai construir estação Morumbi

JOÃO PEDRO PITOMBO
DE SALVADOR


As empreiteiras investigadas na Operação Lava Jatoensaiam uma retomada na participação em obras de governos estaduais e municipais.

Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão —todas investigadas por suspeita de participação em cartéis em obras na Petrobras— têm disputado licitações.

Primeira entre as grandes construtoras a firmar acordo de leniência na Lava Jato, no qual devolveu R$ 700 milhões aos cofres públicos, a Camargo Corrêa conquistou obras em São Paulo e Bahia desde o fim do ano passado.

A empreiteira será a responsável por construir estação Morumbi da linha 17- Ouro do metrô de São Paulo, obra do governo paulista, e a primeira etapa de um sistema de pistas exclusivas para ônibus em Salvador.

Em nota, a Camargo informou que a "qualificação técnica" da empresa permitiu maior "flexibilidade comercial". E diz que, desde a leniência, buscou corrigir irregularidades e aprimorar os sistemas de controle interno.

Busca e apreensão em escritório da OAS

Seguindo na mesma linha, a OAS já arrematou três grandes obras do governo da Bahia desde o ano passado.

A primeira delas foi a construção de uma ponte de R$ 99,8 milhões em Ilhéus, sul da Bahia. A obra estava sendo tocada pela Constran, braço da UTC Engenharia, que optou pelo distrato após ter sido implicada na Lava Jato.

No último mês, a empreiteira venceu duas licitações: a duplicação da rodovia entre Ilhéus e Itabuna e a construção da Barragem do Catolé, em Vitória da Conquista.

A obra da barragem custará R$ 130,8 milhões, um deságio de 27,% em relação à proposta original. Já a duplicação da rodovia, viabilizada com recursos federais, está sendo questionada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) por "possíveis irregularidades" na licitação.

Em nota, a OAS informou que não deixou de participar de licitações por causa da Lava Jato.

A Folha apurou que as grandes construtoras ainda veem o mercado de obras públicas retraído para elas. A Andrade Gutierrez, por exemplo, diz que não tem participado de licitações por falta de demanda e atua no mercado privado internacional.

Já as empresas consideradas inidôneas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e proibidas de contratar com o governo federal por cinco anos têm buscado espaço em Estados e municípios.

Um consórcio liderado pela Queiroz Galvão, que esta nessa lista, conquistou em fevereiro deste ano, por R$ 181,5 milhões, a obra de ampliação do canal de navegação da eclusa de Nova Avanhandava, no reservatório de Três Irmãos, no Rio Tietê. A UTC, na mesma situação, atua com a Constran.

Procuradas, a Queiroz Galvão, Constran e Odebrecht não se pronunciaram.


Folha de S. Paulo

Comissão de Ética da Presidência abre dois processos contra Moreira Franco

Colegiado pede explicações ao ministro sobre inquéritos do 'quadrilhão do PMDB'; Moreira viajou nesta segunda-feira, 18, para os Estados Unidos com o presidente Temer


Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo


BRASILIA - A Comissão de Ética Pública da Presidência da República abriu dois processos contra o ministro da Secretaria Geral, Moreira Franco, em decorrência de acusações que constam da denúncia apresentada pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal, na semana passada.

Nos inquéritos do chamado "quadrilhão do PMDB", Moreira é acusado por suposta atuação em favor dos grupos Odebrecht e Bertin (frigorífico), quando ocupava a vice-presidência da Caixa Econômica Federal (CEF). A segunda acusação é por possível conflito de interesses, já que o filho de Moreira Franco, Pedro, trabalhava como executivo da Odebrecht, quando seu pai era executivo da Caixa. Nos dois casos, a comissão a pedirá explicações ao ministro, que viajou hoje para Nova York, integrando a comitiva do presidente Michel Temer - que, segundo a PGR, também integra o quadrilhão.

Moreira Franco Moreira Franco Foto: Andressa Anholete/AFP Photo

Também na reunião desta segunda-feira, a Comissão decidiu aplicar uma "advertência ética" ao secretário de Imprensa da Presidência, Márcio de Freitas Gomes. Enquanto ainda estava na assessoria da Vice-Presidência, Freitas, teria recebido recursos da Fundação Ulysses Guimarães, instituição ligada ao PMDB. A punição não tem nenhum efeito prático.


As informações foram dadas pelo presidente da Comissão de Ética, Mauro Menezes, após reunião do colegiado, que examinou ainda outras sete questões. Procurado pela reportagem, o ministro Moreira Franco disse que não vai se posicionar.

No caso do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, decidiu que vai pedir esclarecimentos, porque seu nome apareceu "de forma periférica" no processo contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima, por obstrução de Justiça. Não foi aberto nenhum procedimento contra Padilha.

Em nota, Padilha disse que "até o presente momento não recebeu nenhuma solicitação de esclarecimento da Comissão de Ética Pública sobre denúncia do Ministério Público Federal". "Quando e se receber vai demonstrar que tal denúncia se encontra amparada em delações incomprovadas, fato este que levará o Judiciário a proclamar a sua inocência", conclui o texto.

Petrobras. Na reunião, a comissão decidiu ainda revogar a punição aplicada ao diretor de Governança e Conformidade da Petrobras, João Elek, por falta de provas. No mês passado, o colegiado havia aplicado a ele uma advertência ética por ter violado a lei de conflito de interesses.

A punição por desvio ético foi dada porque Elek contratou, sem licitação, pelo valor de R$ 25 milhões, no final de 2015, a empresa Deloitte para realizar auditoria e consultoria empresarial para a Petrobras. Nesse mesmo período, a contratação de sua filha naquela empresa já estava em estágio avançado. Elek foi afastado temporariamente do cargo, pela petrolífera.

O presidente da comissão explicou que "houve pedido de reconsideração" porque Elek justificou que "não tinha conhecimento" que a sua filha estava participando do processo de seleção naquela empresa que estava sendo contratada pela Petrobrás, e que só foi saber do fato "meses depois". A comissão, então, por quatro votos a dois, e "inexistência de provas" decidiu rever a punição.


Estadão

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A EVOLUÇÃO DO OCIDENTE É INDISSOCIÁVEL DO CRISTIANISMO

Vivemos dentro de 1984, a distopia de George Orwell, em que o Ministério da Verdade controlava as informações sobre o passado para influenciar o futuro com suas mentiras. Nesse revisionismo histórico, o legado ocidental precisa ser pintado como uma sucessão de horrores perpetrados pelo grande vilão da humanidade: o homem branco cristão. Eis o denominador comum de toda a marcha das minorias oprimidas.

Um livro que pode ajudar a lançar luz sobre essa questão é The Evolution of the West, de Nick Spencer, do Instituto Theos. Com abordagem histórica, ele tenta mostrar como o cristianismo influenciou nossas instituições modernas, reconhecendo o lado bom e o lado ruim dessa influência.

Mas um fato é inquestionável: tal evolução é indissociável da principal religião de nossa civilização. Suas impressões digitais se encontram em todos os grandes marcos civilizatórios. Alguns tentam reescrever essa trajetória como um mar de obscurantismo, preconceito e superstição, mas tal visão é que parece extremamente preconceituosa e obscura.

A começar pela ideia de que antes do cristianismo o mundo antigo vivia num ambiente secular, de tolerância, com liberdade e igualdade. Na verdade, a religião era onipresente, e a família era tudo: a fonte básica de identidade, com os paterfamilias agindo como magistrados com poderes quase ilimitados. À medida que o mundo mudou de cidades-Estado para impérios, os laços sociais localizados se afrouxaram, num progresso lento, reduzindo o papel do primogênito e dando status de cidadão a todos os filhos, enfraquecendo o poder dos paterfamilias.

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Essa individuação gradual, que não se deu numa linha reta, teve apoio na mensagem de Cristo, ao revelar que Deus está potencialmente presente em cada crente. Por um ato de fé em Jesus, cada um poderia ter acesso ao amor divino, uma mensagem igualitária que tornava menos relevante a figura aristocrática do intermediário. Pensar não era mais um privilégio da elite social, e passava a se associar não ao status, mas à humildade.

O cristianismo, segundo Spencer, trouxe a nova ideia revolucionária para a associação humana em que pessoas se uniam com base no desejo e no amor, não mais apenas pelo laço de sangue ou interesses materiais comuns. Pela primeira vez, os humanos – todos os humanos – tinham uma identidade pré-social, sendo alguém antes de ter algum papel relacional definido. A Igreja era inclusiva e universal como nada existente na Antiguidade.

Havia também o aspecto da interiorização do indivíduo, ilustrado pelos monastérios e na figura dos monges. O reconhecimento desse lado interior teve impacto nas leis. Ajudou a introduzir a ideia de intencionalidade no Direito Penal, julgando que o que a pessoa pretendia merecia atenção além do ato objetivamente praticado. Isso ajudou a criar vereditos com base em evidências.

Os direitos das mulheres, o cuidado dos pobres, a escravidão atenuada, a igualdade jurídica, a consciência: nada disso era uma realidade na época, e é altamente duvidoso que qualquer um deles fosse sequer desejado por aquelas pessoas. Mas as sementes que tinham sido semeadas pelo cristianismo não foram totalmente destruídas no caos social e político da Idade Média. E elas germinaram com o tempo, com suas raízes plantadas lá atrás.

O autor usa vários relatos, textos e leis que mostram como a tendência já apontava nessa direção. Quando, por exemplo, o Concílio de Narbona, em 1054, conclui que “Nenhum cristão deve matar outro cristão, pois quem mata outro cristão indubitavelmente derrama o sangue de Cristo”, isso era parte dessa ideia que foi se desenvolvendo até chegar ao código de conduta de cavaleiros, destacando a cortesia, a honra e o cavalheirismo. Poderia ser hipócrita até, mas sem dúvida era um tremendo avanço em relação ao ambiente de violência irrestrita que o precedeu.

Havia, nas guildas e cidades, a emergência de uma esfera legal de segurança que seria um dia chamada de “sociedade civil”. A lei passava a ser mais centralizada e estruturada. A influência cristã na linguagem, na literatura e na cultura ocidentais é evidente e inegável. Até mesmo Richard Dawkins, um dos “quatro cavaleiros” do neoateísmo militante, reconhece que é impossível apreciar a literatura inglesa sem mergulhar de alguma forma na Bíblia. Não conhecê-la, admitiu o cientista, é ser de certa forma um bárbaro.

O cristianismo e a Bíblia foram centrais na formação da Grã-Bretanha, que por sua vez foi o grande farol da civilização ocidental. Quando essa civilização esteve ameaçada durante a Segunda Guerra Mundial, Churchill e os ingleses em geral encararam a “cruzada” em defesa da civilização cristã como peça central da narrativa de mobilização no combate ao inimigo.

Há muito mais evidência da influência cristã e da Igreja nas principais instituições ocidentais. A Magna Carta, por exemplo, que completou 800 anos recentemente, teve participação direta da Igreja, e uma cláusula negociada com o rei João especificava o direito de a Igreja inglesa permanecer livre, com seus direitos garantidos. Não era, ainda, o império impessoal das leis, claro, pois os “livres” eram parte de uma elite. Mas era a semente do Bill of Rights, plantada com ajuda essencial do cristianismo.

Se, por um lado, a Igreja ajudou na ideia de direito divino do monarca, por outro lado ela foi fundamental para limitar tais direitos e impor um código de conduta mais justo. Em conjunto, as responsabilidades que o cristianismo colocou sobre o rei – justiça, paz, cuidado com os fracos, moral pessoal – apontam na direção de um monarca que foi colocado em uma ordem política cuja legitimidade de sua posição dependia, de alguma forma, do cumprimento desses deveres. Era uma realeza sob Deus, orientada, ainda que por esperança, para o bem comum do povo.

Há também um debate interessante sobre a participação cristã no próprio humanismo secular, ou ainda na formação do welfare State. Mas o ponto central já está claro: não dá para fingir que o Ocidente moderno não tem ligação umbilical com o cristianismo. E, se consideramos a civilização ocidental digna de admiração e do esforço de ser preservada, talvez seja interessante questionar se é mesmo viável mantê-la sem o arcabouço religioso e moral que lhe deu, desde sempre, sustentação.

Originalmente publicado na versão impressa da Gazeta do Povo

A ORCRIM E A DEMOCRACIA NO BRASIL

Por Percival Puggina

O funcionamento da Orcrim está descrito nesta parte da nova denúncia encaminhada no último dia 14 pelo Procurador Geral da República contra o presidente Temer:

“A organização criminosa objeto da investigação no âmbito da Operação Lava Jato foi constituída em 2002 para a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula Da Silva — Lula à presidência da República, quando integrantes do PT uniram-se a grupos econômicos com o objetivo de financiar a campanha de Lula em troca do compromisso assumido pelo então candidato e outros integrantes da organização criminosa do PT de atender interesses privados lícitos e ilícitos daqueles conglomerados.

“Com isso, Lula foi eleito e a organização criminosa passou a ganhar corpo após a sua posse, quando então se estruturou um modus operandi que consistia em cobrar propina em diversos órgãos, empresas públicas, sociedades de economia mista controladas pela União e Casas do Congresso Nacional, a partir de negociações espúrias com as empresas que tinham interesse em firmar negócios no âmbito do governo federal e na aprovação de determinadas medidas legislativas (…)

Todo este estratagema não foi desenvolvido para beneficiar indevidamente apenas os integrantes do PT que constituíram a organização criminosa, serviu também para atender interesses escusos de integrantes de outras agremiações partidárias que, ao longo do governo Lula, aderiram ao núcleo político desta organização criminosa com o objetivo de comandar, por meio da nomeação de cargos ou empregos públicos chaves, órgãos e entes da Administração, um verdadeiro sistema de arrecadação de vantagens indevidas em proveito, especialmente, dos integrantes da organização criminosa. Em contrapartida aos cargos públicos obtidos junto aos integrantes do PT envolvidos no esquema ilícito, os integrantes do PMDB e do PP que ingressaram na organização criminosa ofereceram apoio aos interesses daqueles no âmbito do Congresso Nacional.”


Como se vê, nada que até o semanário de Burundi já não tenha noticiado. No entanto, a organização descrita passou ao largo e o TSE fez que não viu algo muito relevante sob o ponto de vista político e institucional. Refiro-me à propagação sobre o baixo clero dos efeitos políticos e éticos da atividade criminosa desenvolvida pelas cúpulas das organizações partidárias.

Os caciques que comandavam os negócios da tribo supriam suas tropas de recursos para custeio das respectivas campanhas eleitorais. O motivo é evidente: quanto maior o número de fieis seguidores, mais valiosa se tornava sua posição política e mais bem remunerada a participação nos negócios. Sabe-se, hoje, que o topo da cadeia alimentar, o ápice da carreira consistia em ter apelido e arquivo próprio no departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht.

O tipo de ganância que essa organização permitiu prosperar gerou e ainda preserva um efeito político devastador. Não fossem as coisas assim, a representação da sociedade brasileira, a proporcionalidade entre as diferentes bancadas e muitos daqueles a quem hoje chamamos deputado e senador estariam em outras atividades, longe dos centros de poder. Devem seus mandatos aos caciques em cuja cisterna beberam água e, hoje, se empenham, juntos, em encontrar uma regra de jogo eleitoral que os agasalhe da rejeição do eleitorado.

A distorção causada pelo crime virou o país pelo avesso, influenciou o Direito e a Justiça, a economia, a moral nacional e a doutrinação nas salas de aula. A próxima legislatura, porém, não pode ser uma cópia carbonada da atual; a ORCRIM não pode continuar reproduzindo seus efeitos na representação política. A democracia é muito mais do que um conjunto de normas e formalidades; o que lhe dá vida é a adesão da sociedade política a elevados princípios e valores.

Arrecadação de agosto surpreende e indica alta de 8%


PIB do Brasil sobe 0,2% no 2º trimestre de 2017

FLAVIA LIMA
MARIANA CARNEIRO
DE BRASÍLIA


Estudo com dados preliminares sobre a arrecadação do mês de agosto indica que o resultado deve surpreender positivamente e abrir espaço para uma possível liberação de recursos na revisão do Orçamento programada para esta semana.

Após o pior resultado registrado para um mês de julho desde 2010, a arrecadação de tributos federais deve ter crescido 7,9% em agosto ante o mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação, segundo levantamento dos economistas José Roberto Afonso e Vilma da Conceição Pinto, da Fundação Getulio Vargas, obtido pela Folha.

Os dados tem como base o Siafi (sistema de acompanhamento das contas públicas em tempo real).

A recuperação veio especialmente das receitas com a tributação sobre o lucro de instituições financeiras, setor que vinha puxando a arrecadação para baixo nos meses anteriores, além do Refis.

Embora a versão final do programa de parcelamento de dívidas com o fisco ainda esteja em negociação no Congresso, dados da equipe econômica mostram a entrada de pelo menos R$ 1,9 bilhão no mês passado.

Em agosto, o total arrecadado pela Receita Federal foi de R$ 99,5 bilhões.

Essa é, de longe, a expansão mais robusta do ano. Em junho, que até agora era o melhor mês de 2017, a arrecadação havia crescido 3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Pelos dados do Siafi, em agosto, a arrecadação com o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) subiu 21,3%, enquanto a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) avançou 22,5%, com destaque para os bancos, com aumentos de, respectivamente, 56% e 73%. Entre as empresas de outros setores, o crescimento foi de 1% e 10%.

Segundo Afonso, a base de comparação muito ruim e uma provável reversão das provisões feitas para devedores duvidosos justificam o desempenho bastante atípico do setor financeiro.

Afonso diz que os números da arrecadação podem indicar um ponto de inflexão, ajudado pelos indícios de recuperação econômica. Ele diz, no entanto, que ainda é cedo para dizer se essa trajetória é sustentável: "É preciso ter prudência, porque o resultado de agosto vem de poucos tributos e de poucos setores".

De acordo com o economista, do aumento verificado no IRPJ, 40% se explicam pelo desempenho do setor financeiro, e 60%, pela rubrica "outros", na qual está parte da arrecadação do Refis.

O prazo de adesão ao Refis foi prorrogado do final de agosto para 29 de setembro.

A avaliação é que muitas empresas que estavam esperando pela conclusão das negociações no Congresso, sem ter a certeza de que o prazo seria expandido, decidiram aderir ao programa, mesmo que condições mais vantajosas estivessem em discussão.

Em 30 de agosto, um dia antes de o governo estender a adesão, foram registrados 20 mil de pedidos para entrar no programa.

Políticos aliados do presidente Michel Temer tentam há semanas fechar um acordo para garantir a aprovação de uma proposta intermediária —nem a versão da Receita nem a do deputado Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG).

A previsão é que o assunto volte a ser discutido nesta semana, mas com Temer e o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) fora do país, as chances de votação caíram.


Folha de S. Paulo

SENADOR DO PSDB QUER SOCIALISMO ATÉ NA HORA DE PAGAR A ACADEMIA

Por Ricardo Bordin, publicado pelo Instituto Liberal

O Projeto de Lei do Senado nº 30/2016, de autoria do senador Eduardo Amorim (PSDB–SE), veda a cobrança de taxas extras em academias de ginástica para alunos que optarem pelo acompanhamento de professor particular (personal trainer), integrante ou não do quadro de empregados do estabelecimento.

O senador ressalta que, em outros casos, essas cobranças são feitas diretamente ao profissional de educação física. Na avaliação dele, os valores adicionais não se justificam, já que o professor particular apenas supervisiona o treino do aluno, sem utilizar os aparelhos da academia.

Então vejamos: algumas pessoas que frequentam estabelecimentos voltados ao condicionamento físico preferem ser acompanhadas por um treinador exclusivo durante a prática dos exercícios. Em alguns casos, elas contratam personal trainers da própria academia. Outras preferem contar com profissionais autônomos de sua confiança, desvinculados da empresa prestadora de serviços.

O fato é que, de uma forma ou de outra, os usuários que optam pela assistência personalizada costumam ser submetidos a mais duas cobranças – além da mensalidade a que todos estão sujeitos: a remuneração do personal e uma taxa extra cobrada pela academia.

O projeto de lei em questão pretende tornar ilegal esta taxa suplementar, sob o argumento de que os personal trainers orientam os alunos sem fazer uso dos equipamentos da academia – o que tornaria indevida a cobrança.

Eis porque os legisladores não devem interferir nas trocas voluntárias, realizadas sem coerção ou fraude: o conhecimento está disperso entre os agentes de cada setor produtivo, e não há como um burocrata, lá de seu gabinete no Planalto Central, regular a vida de indivíduos sem gerar graves distorções.

Sim, pois o maior problema dos empreendedores deste ramo é que seus estabelecimentos ficam apinhados de gente em determinados horários – aqueles em que a maior parte das pessoas consegue encaixar suas agendas de trabalho, estudo e demais compromissos.

Agora imagine se mais da metade dos usuários resolvesse levar seu próprio treinador consigo: o ambiente ficaria tão caótico que o empresário seria obrigado a reduzir o número de clientes admitidos ou a construir uma nova ala para ganhar mais espaço.

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De uma maneira ou de outra, custos adicionais seriam gerados, e seria preciso elevar o preço da mensalidade para cobrí-los. Ou isso ou a insolvência seria o próximo passo.

O preço diferenciado, neste caso, ainda presta-se a transmitir uma mensagem a quem paga; é como se o dono da academia dissesse “tragam seus próprios treinadores, mas com moderação, porque o espaço é um recurso escasso”.

Só que, se o PL do senador social-democrata for convertido em lei, não será possível sobretaxar apenas aqueles indivíduos que motivaram as despesas extras do empreendedor. A solução, por certo, será distribuir este incremento na mensalidade entre todos os consumidores – inclusive aqueles que preferem malhar sem personal trainer.

E temos que o preço da academia foi socializado entre seus frequentadores!

É claro que muitos deles ficarão insatisfeitos em pagar (indiretamente) por algo que não utilizam, e procurarão outras opções de treinamento físico – reduzindo a clientela e colocando em risco a própria sobrevivência do empreendimento.

Vale a pena conferir o comentário sarcástico – mas nem tanto – de Leonardo Glass sobre o imbróglio:

Aí se aprovarem essa lei, as academias vão barrar a entrada de profissionais “independentes”. Então será feita uma nova lei, dizendo que academias não podem barrar personal trainers.

Nesse interim, um personal maroto vai colocar a academia na justiça do trabalho, alegando vínculo. Será então forjada uma NOVA LEI, regulamentando a relação entre profissionais autônomos e academias. O sindicato dos personal trainers e o Conselho de Educação Física entrarão na jogada, exigindo a regulamentação da jornada de trabalho, das condições de trabalho (Volume da música, quantidade de alunos atendidos por dia, e até o uso de EPI’s); e claro, o recolhimento da contribuição e das taxas respectivas.

Nesse interim, alguma startup fará um aplicativo de personal trainer (já existem, eu sei…) e o Governo passará então a discutir a legalidade disso e se isso configura quebra da lei. Sindicato e Conselho de classe novamente fazendo pressão pela proibição de aplicativos de personal trainers em academais. Será então sancionada uma lei disciplinando o uso destes aplicativos em academias.

A coisa chegará num ponto tão caótico que algum deputado fará uma NOVA LEI (a quarta, não perca a conta), dizendo que o aluno poderá sim usar personal trainer ou aplicativo nas academias, desde que haja acordo entre as partes (aluno e academia).

E assim o Brasil seguirá sendo o país do futuro!

É por isso que o artigo 1° de nossa Constituição Federal deveria prever em letras garrafais: “É terminantemente vedado aos governos de todas as esferas intervir em relações comerciais estabelecidas de livre vontade entre os indivíduos”. Os prejuízos gerados pela mentalidade planificadora de nossos gestores são maléficos demais para serem suportados de bom grado por todos os membros da sociedade – mesmo para aqueles que pensam que estão se dando bem em um primeiro momento. Um dia é da caça e outro do caçador; o malandro de hoje é o otário de amanhã.

Se estiver insatisfeito com sua academia, procure outra; a concorrência faz milagres. Deixe o Senado Federal e o Procon de fora disso, de preferência…

Contra ataques de facções, juízes que atuam em presídio federal recebem proteção policial

Flávio Costa e Nathan Lopes

Do UOL, em Curitiba

Nathan Lopes/UOLMarcelo Malucelli, diretor da Justiça Federal no Paraná

  • Marcelo Malucelli, diretor da Justiça Federal no Paraná

Medidas de segurança foram tomadas para proteger juízes que atuam em processos referentes a presos da penitenciária de segurança máxima de Catanduvas (PR) --distante 470 km de Curitiba.

A proteção aos magistrados federais foi decidida após o assassinato de dois agentes penitenciários da unidade e a divulgação de relatórios de inteligência da PF (Polícia Federal) que informam que as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) planejam atentados contra autoridades.

A informação foi confirmada ao UOL pelo juiz Marcelo Malucelli, diretor da Justiça Federal no Paraná. Ele, porém, se negou a detalhar quais medidas foram tomadas, por questões estratégicas. Classificou ainda a situação como "preocupante".

"Nós estamos acompanhando [a situação]. Administrativamente, isso também tem sido acompanhado pela administração do Tribunal Regional Federal [TRF-4], em Porto Alegre. É algo que nós acompanhamos de perto", afirmou Malucelli.

A reportagem apurou junto a pessoas que trabalham na unidade que os juízes federais de Catanduvas têm proteção de escolta armada feita por agentes da PF.

Folhapress

O presídio federal de Catanduvas (PR) foi inaugurado em 2006

Em sua primeira gestão como diretor da Justiça Federal no Paraná, em 2007, Malucelli criou um grupo de servidores judiciários que "acompanha os magistrados em situação que demande risco". "O doutor Sergio Moro é um deles", disse. "Obviamente, mudaram as demandas [atuais em relação a 2007]. Estão muito maiores hoje."

Malucelli explicou que se trata de um grupo de segurança, criado por ele há dez anos, que atua em situações que exigem ação imediata. "É claro que em situações mais críticas não vamos fazer o trabalho que cabe à Polícia Federal."

Com longo histórico de condenações de traficantes, entre eles Fernandinho Beira-Mar, Moro recebeu proteção policial após ganhar notoriedade por presidir os processos da Operação Lava Jato que correm na 13ª Vara Federal, em Curitiba.

Aliança para ataques

Arte/UOL

Abel Pacheco de Andrade (à esq.), conhecido como "Vida Loka", liderança do PCC, e Fernandinho Beira-Mar, um dos líderes do CV

Segundo o relatório nº 2017/0006, produzido pelo Serviço de Análise de Dados de Inteligência da Coordenação-Geral de Polícia de Repressão à Drogas da PF, os ataques teriam como foco os Estados de São Paulo, Rondônia, Paraná, Roraima e Ceará. Estariam previstos para serem realizados na última semana de setembro.

O relatório da PF menciona uma aliança feita entre os traficantes Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, um dos líderes do CV, e Abel Pacheco de Andrade, conhecido como "Vida Loka", da liderança do PCC. Os dois estão presos na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, considerada de segurança máxima.

Os principais alvos dos ataques seriam agentes penitenciários federais, juízes federais, delegados da Polícia Federal e promotores de Justiça de São Paulo que investigam o crime organizado no Estado.

No caso de magistrados, os alvos seriam aqueles que trabalham em processos referentes a presos das quatro unidades prisionais federais do país: Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO). Um dos trabalhos destes juízes, por exemplo, é o de decidir que se um determinado preso continua a cumprir pena no sistema penitenciário federal, considerado mais rígido, ou se volta para um presídio de seu Estado de origem.

Os presos de penitenciárias federais são, em sua maioria, membros de 25 facções criminosas do país.

Um dos objetivos da criação de presídios federais é o, justamente, de isolar líderes das facções criminosas e diminuir seu poder de influência nos sistemas penitenciários de origem. Dados do Depen (Departamento Penitenciário) revelam que, atualmente, 570 pessoas estão presas nas quatro penitenciárias federais que oferecem um total de 832 vagas.

Com 161 integrantes detidos nestas unidades prisionais, o PCC é a facção criminosa com mais presos no sistema penitenciário federal. O número corresponde a 28,24% do total de detidos. Em seguida, aparece o Comando Vermelho, com 105 integrantes presos (18,42%), e, em terceiro lugar, está a FDN (Família do Norte), com 40 integrantes presos (7%).

Arte UOL

Belarmino, Henry e Melissa: agentes federais mortos pelo PCC

Mortes de agentes penitenciários federais

O PCC matou três agentes penitenciários federais, dois deles de Catanduvas (PR). Os assassinatos aconteceram entre setembro de 2016 e maio deste ano, de acordo com investigações da PF.

  • Em 2 de setembro de 2016, o agente do presídio federal de Catanduvas (PR) Alex Belarmino Almeida Silva morreu ao ser atingido por 23 tiros na cidade de Cascavel (PR);
  • Em 14 de abril deste ano, o agente do presídio federal de Mossoró (RN) Henry Charles Gama Filho foi assassinado a tiros num bar da cidade;
  • Em 25 de maio deste ano, a psicóloga Melissa de Almeida Araújo, da prisão de Catanduvas (PR), foi morta quando chegava em casa na cidade de Cascavel (PR).

Para executar os atentados, o PCC criou células de inteligência que, entre outras ações, monitoram a rotina dos agentes públicos escolhidos como alvos, indicam apurações da própria PF, do MPF (Ministério Público Federal) e do MP-SP (Ministério Público de São Paulo).


UOL Notícias

Jungmann convoca comandante do Exército para ouvir explicações sobre fala de general

Pelo Regulamento Disciplinar do Exército, Mourão pode ser punido por dar declarações de cunho político, sem autorização de seu superior hierárquico


Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo


BRASÍLIA - Diante da repercussão negativa das declarações do general da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão que, na última sexta-feira, 15, em palestra, defendeu a possibilidade de intervenção militar, diante crise enfrentada pelo País, caso a situação não seja resolvida pelas próprias instituições, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, convocou o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, para pedir explicações em relação às declarações do militar, para "orientá-lo quanto às providências a serem tomadas".

Jungmann, em nota, no entanto, não explica que providências poderão ser tomadas. No fim de semana, ao tomar conhecimento do ocorrido, Jungmann relatou o fato ao presidente Michel Temer e avisou que deixou nas mãos do comandante a decisão sobre como conduzir o caso.

generalAntonio Hamilton Martins Mourão Foto: Beto Barata/ Estadão

O general Villas Bôas, depois de ouvir as explicações do contexto da fala do general, que já protagonizou outro problema político em outubro de 2015, quando criticou o governo e a ex-presidente Dilma Rousseff, disse ao Estado que o problema estava "superado".


Pelo Regulamento Disciplinar do Exército, Mourão pode ser punido por dar declarações de cunho político, sem autorização de seu superior hierárquico. A decisão de tentar abafar o caso, no entanto, parece não ter agradado a Jungmann, que queria algum tipo de sinal de que esse tipo de declaração não pode ser tolerado.

O Exército, no entanto, está tentando contornar a situação, para evitar subir a temperatura e criar um problema ainda maior já que Mourão tem uma forte liderança na tropa. Além, de acordo com integrantes do Alto Comando, Mourão está exatamente seis meses de deixar o serviço ativo e é melhor não colocar lenha no fogo, criando um novo problema.

Em 2015, por conta das suas declarações, o general Mourão perdeu o Comando Militar do Sul e foi transferido para a Secretaria de Economia e Finanças, um cargo burocrático. Agora, diante da pressão política, Mourão pode ser retirado de sua função, como medida paliativa para que seu gesto não sirva de incentivo a outras manifestações.

Mas o assunto ainda está sendo objeto de discussão porque há quem entenda que puni-lo, de alguma forma, poderia levar a uma leva de solidariedade, criando um clima político considerado "desnecessário", neste momento, transformando a Força em vidraça.

A fala de Mourão, desagradou integrantes do Alto Comando que consideram que o pronunciamento "inoportuno" e que ele trouxe para os quartéis um problema que não é da classe militar, criando uma verdadeira "saia justa" para ele e para o comandante. Em nota, o ministro Raul Jungmann afirmou que "as Forças Armadas estão absolutamente subordinadas aos princípios constitucionais, à democracia, ao estado de direito e ao respeito aos Poderes constituídos". O ministro acrescenta ainda que "há um clima de absoluta tranquilidade e observância aos princípios de disciplina e hierarquia constitutivos das Forças Armadas, que são um ativo democrático de nosso País".

O comandante do Exército, general Villas Bôas, segundo a nota da Defesa, estava em tratamento em São Paulo, quando foi "convocado" pelo ministro Jungmann "para esclarecer dos fatos relativos a pronunciamento de membro do Alto Comando do Exército e orientá-lo quanto às providências a serem tomadas".


Estadão Conteúdo


A evolução do Ocidente é indissociável do cristianismo

Publicado em: Monday 18 September 2017 — 19:11

Por Rodrigo Constantino

Trump acusa ONU de ineficiência e pede mais resultados e menos burocracia

Publicado em: Monday 18 September 2017 — 14:29

Por Rodrigo Constantino

JBS “volta” ao comando da JBS e BNDES reclama: presidente do banco ainda vai defender operação?

Publicado em: Monday 18 September 2017 — 13:14

Por Rodrigo Constantino

Brasil precisa de reformas para voltar a crescer, não de orações

Publicado em: Monday 18 September 2017 — 12:56

Por Rodrigo Constantino

O ministro da Fazenda Henrique Meirelles parece já ter adotado o figurino de candidato a presidente em 2018. Ao menos já fala como um. De olho no público evangélico, Meirelles falou em valores éticos de Deus e dos homens, e pediu orações para que o país possa voltar a crescer, após ter derrotado a maior recessão de todos os tempos:


Gleisi Hoffman está certa: Palocci, não Lula, traiu o PT

Publicado em: Monday 18 September 2017 — 11:08

Por Rodrigo Constantino

Saiba quanto Obama gastou em viagens de férias nos 8 anos de governo

Publicado em: Monday 18 September 2017 — 10:34

Por Rodrigo Constantino

Amazon tem manipulado revisões de leitores para novo livro de Hillary Clinton

Publicado em: Monday 18 September 2017 — 09:49

Por Rodrigo Constantino

Pense numa típica perdedora de esquerda: após ser derrotada pelo “fanfarrão” Donald Trump e seus “deploráveis” eleitores, resta lançar um livro culpando todos pela derrota, menos ela mesma. Foi exatamente o que fez Hillary Clinton. A culpa foi dos russos, de Trump, dos “deploráveis” americanos, até de Bernie Sanders, menos da própria candidata.

Mas como as apostas da editora são altas, pelo cachê...


Até onde a imprensa vai para atacar um desafeto como Bolsonaro?

Publicado em: Monday 18 September 2017 — 09:22

Por Rodrigo Constantino

A esquerda fazendo arte

Publicado em: Monday 18 September 2017 — 08:46

Por Rodrigo Constantino

A ORCRIM e a democracia no Brasil

Publicado em: Monday 18 September 2017 — 08:35

Por Rodrigo Constantino

Senador do PSDB quer socialismo até na hora de pagar a academia

Publicado em: Monday 18 September 2017 — 08:13

Por Rodrigo Constantino

Homem se fantasia de palhaço para assustar filha, quase é baleado e acaba preso

Colaboração para o UOL

Divulgação

Um pai norte-americano decidiu vestir uma máscara de palhaço na tentativa de dar um susto na filha que, segundo ele, não vinha se comportando bem. Mas quem acabou levando a pior - e ainda ficou um tempinho de castigo - foi o próprio pai.

Vernon Barret Jr. vestiu a máscara de palhaço e perseguiu a filha de seis anos pelas ruas do bairro. Apavorada, a menina não pensou duas vezes antes de entrar no carro de um estranho e em seguida pedir ajuda num apartamento de outra pessoa que ela não conhecia. Segundo relataram policiais que acompanharam o caso ao canal de televisão local WKBN, o incidente aconteceu na noite do último sábado em Boardman, Estado de Oregon.

A criança foi recebida pela família de Don Santiago e contou sobre a perseguição. Ao olhar pela janela e ver de fato uma pessoa com máscara de palhaço nos arredores de sua casa, o proprietário também não pensou duas vezes: pegou sua arma e disparou.

O tiro não acertou Vernon Barret Jr., mas a "pegadinha" terminou mal de todo jeito. O pai acabou detido pela polícia para dar explicações e terá que responder por ameaça infantil e indução ao pânico. Don Santiago também foi autuado – por usar arma de fogo depois de ingerir bebida alcoólica.

A polícia local disse ainda que o pai da menina contou que sua esposa está na prisão por maus-tratos à filha – foi condenada acusada de agredir e quebrar quatro costelas da menina. Ele citou inclusive o fato para justificar a decisão de dar um susto com a máscara ao invés de usar outras formas de punição.

Fato é que usar uma máscara de palhaço pode ser considerada hoje uma das melhores formas para quem quer assustar uma pessoa – seja ela criança ou adulto. O medo das (a princípio) simpáticas figuras circenses tem até nome: coulrofobia.

Esta onda de pavor aumentou com o recente lançamento do filme de terror sobrenatural "It – A Coisa", readaptação de um livro de Stephen King no qual um palhaço assassino caça criancinhas.

O longa se tornou um fenomêno mundial, batendo recordes desde que teve o trailer lançado, e foi novamente um dos filmes mais vistos tanto nos cinemas norte-americanos como no Brasil na semana passada.


UOL Notícias


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Aliados do governo dão como certo que o ex-ministro tente, em breve, acordo de colaboração premiada com o Ministério Público


Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo


BRASÍLIA - O Palácio do Planalto se preocupa hoje mais com a possibilidade de o ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso desde o dia 8, fechar um acordo de delação premiada do que com a nova denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República na semana passada contra o presidente Michel Temer.

A avaliação de auxiliares próximos a Temer é de que a segunda acusação formal oferecida pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, que acusa o presidente de liderar uma organização criminosa e de obstruir a Justiça, terá um placar mais favorável que a primeira acusação quando chegar ao plenário da Câmara dos Deputados. Em agosto, quando a Procuradoria denunciou Temer por corrupção passiva, 263 deputados votaram por barrar o prosseguimento da acusação.

Já em relação a Geddel, a avaliação no Planalto é de que a situação é “praticamente incontornável” depois que a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões em espécie em um apartamento em Salvador, onde foram identificadas as impressões digitais do ex-ministro.


Até a primeira prisão do ex-ministro, no dia 3 de julho, baseada em depoimentos do corretor Lúcio Funaro e de sua mulher, Raquel Pitta, a avaliação era de que seria possível obter sucesso na defesa técnica, uma vez que não existiam provas concretas da tentativa de obstrução da Justiça.

A apreensão do dinheiro, entretanto, segundo os investigadores, jogou por terra o discurso da defesa de que as acusações eram versões de delatores interessados em benefícios. Os R$ 51 milhões materializaram as provas necessárias para sustentar as afirmações dos colaboradores. A homologação da delação de Funaro fortaleceu a tese da acusação contra Geddel.

Além disso, o ex-diretor de Defesa Civil de Salvador Gustavo Pedreira, apontado como homem de confiança de Geddel, cujas impressões digitais também foram encontradas no apartamento, afirmou estar disposto a colaborar com as investigações. Ele já confirmou ter buscado dinheiro em São Paulo a pedido de Geddel. Não está descartada a possibilidade de o ex-ministro ser alvo de outras denúncias.

Distanciamento. Geddel, ao lado de Temer, fazia parte do núcleo duro do PMDB, que inclui os atuais ministros e também denunciados Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). O Planalto avalia que Geddel é temperamental e emotivo e, por isso, não aguentaria muito tempo na prisão. Essas características, disse um auxiliar, podem aumentar ainda mais as chances de o ex-ministro fornecer informações em troca de benefícios.

Apesar disso, o discurso no governo é de que, se Geddel fechar acordo de colaboração premiada, não haverá nada de comprometedor contra o presidente. Ainda assim, a ordem no Planalto tem sido se distanciar ao máximo do ex-ministro. Desde que foram descobertos os R$ 51 milhões, os principais interlocutores do presidente evitam o assunto ou, quando abordados, dizem que ele não tem relação com o Palácio do Planalto.

Procurada, a defesa de Geddel não havia se manifestado até a conclusão desta edição.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo


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TÉO TAKARCOLABORAÇÃO PARA O UOL, EM SÃO PAULO

Quando você pensa em bancos no Brasil, normalmente apenas quatro ou cinco nomes vêm à cabeça.

Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander respondem, juntos, por R$ 4 de cada R$ 5 movimentados no país. O R$ 1 restante é dividido entre cerca de 150 instituições, que normalmente atuam em áreas específicas, como financiamento de carro ou empréstimo para médias empresas.

A concentração bancária, que está no nível mais alto da história, é uma das razões pelas quais as famílias e pequenas empresas têm dificuldade para conseguir empréstimos, pagam taxas de juros altas, contam com poucas opções de investimentos e pagam caro por serviços bancários em geral, dizem especialistas.

O Banco Central considera que o país tem concentração "moderada", mas, para o FMI, o Brasil está acima da média mundial. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) diz que o predomínio de poucas empresas é resultado das regras mais rígidas, mas ainda é menor que em países desenvolvidos.

Entenda por que esse movimento de concentração do setor financeiro ganhou força não apenas no Brasil, mas no mundo todo, nos últimos anos.

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Concentração em nível recorde

Em 17 anos, desde 2000, a concentração bancária no Brasil pulou de 50,4% para 72,4%, segundo dados do Banco Central*. Em dezembro de 2016, de todos os bens e recursos das instituições financeiras comerciais, 72,4% estavam nas mãos dos quatro maiores bancos do país: Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal e Bradesco.

Se forem consideradas apenas as operações de crédito, a participação desses quatro grandes é ainda maior: de 78,99%. Eles também respondem juntos por 78,5% do total de dinheiro depositado nas contas, e são donos de 75 de cada 100 agências espalhadas pelo país.

*Esse levantamento do BC inclui os quatro maiores bancos do país

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BC diz que concentração é "moderada"

Para o Banco Central, responsável por autorizar os movimentos de aquisição e fusão de bancos, o nível de concentração do sistema ainda é considerado "moderado", mesmo após grandes transações recentes, como a compra do HSBC pelo Bradesco e a aquisição das operações de varejo do Citibank no Brasil pelo Itaú Unibanco.

No mais recente Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado em abril, o BC usa um índice internacional, o IHH (Índice Herfindahl-Hirschman). O IHH é usado como referência por órgãos de defesa da concorrência no mundo todo para avaliar os níveis de concentração econômica.

O IHH do total de recursos do sistema era de 1.450. Em operações de crédito, o nível de concentração era de 1.741. E em depósitos, o IHH estava em 1.711 em dezembro do ano passado. Valores de IHH entre 0 e 1.000 são considerados de baixa concentração. Entre 1.000 e 1.800, de moderada concentração. E acima de 1.800, de alta concentração.

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Com base nesse indicador, o sistema bancário nacional está “dentro do intervalo considerado como de moderada concentração”, diz o Banco Central.

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Para FMI, concentração no Brasil é maior que no mundo

Um relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI)** em 2014 aponta que o movimento recente de consolidação do setor bancário no país levou o Brasil a ficar próximo dos países com maior concentração no mundo.

O estudo, que leva em conta a quantidade de recursos controlada pelos três maiores bancos de cada país, aponta o Canadá, a França e a Espanha como países de alta concentração. Neles, a participação dos três bancos líderes supera 60% dos recursos do setor.

"O sistema bancário da Espanha se resume praticamente a dois grandes bancos: o Santander e o BBVA", diz o professor Ricardo Rocha, do Insper.

A média mundial de concentração bancária, segundo o FMI, é de 40%, tanto nas economias avançadas como em países emergentes. No Brasil, o relatório mostra que a concentração de recursos dos três maiores saltou de 35%, em 2006, para 55%, em 2014.

**O relatório do FMI considera os três maiores bancos do país

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Especialistas apontam oligopólio e má distribuição

Para o professor Ricardo Rocha, do Insper, o nível de concentração no Brasil é "alarmante". "Estabeleceu-se quase um oligopólio. É um mercado sem competição", afirma.

Segundo ele, os efeitos são sentidos por consumidores e empresas. "Esse problema atinge diretamente as pessoas físicas e os pequenos empresários. Se você precisa abrir uma conta ou pedir um empréstimo, não tem muita alternativa. Vai acabar tendo que recorrer a um desses bancos."

Com menos concorrência, a oferta de crédito, de produtos e serviços é menor, e as taxas tendem a ser mais altas, diz Rocha. "Estamos em um momento de retomada da economia. Se houvesse o dobro de bancos, certamente esse processo seria mais rápido. Como não há concorrência, um banco fica observando o que outro vai fazer e o crédito não deslancha. Num mercado concentrado, é mais fácil você controlar os passos do seu concorrente."

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Para o professor Marcio Pochmann, da Unicamp, as dimensões continentais do Brasil e as grandes diferenças regionais justificariam um sistema bancário descentralizado, como acontece nos Estados Unidos. "Os bancos são o meio para o desenvolvimento de um país. O ideal seria que tivéssemos mais bancos estaduais e municipais, voltados para as necessidades de suas regiões."

A predominância de bancos com cobertura nacional acaba privilegiando as regiões mais ricas do país, que são mais rentáveis para as instituições. "Você acaba tendo um deslocamento da poupança nacional. As regiões mais pobres recebem pouco investimento porque o crédito para as empresas nessas áreas fica mais caro e difícil de obter", diz Pochmann.

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Concentração começou na crise de 1929

O movimento de concentração bancária não é exclusividade do Brasil, nem é um fenômeno recente. Segundo o professor Luís Braido, da Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV/EPGE), ela vem ocorrendo no mundo, com momentos de maior ou menor intensidade, desde a crise financeira de 1929.

"Sistemas concentrados são mais seguros. São mais fáceis para o governo controlar e fiscalizar. Em momentos de crise, você consegue saber mais rapidamente a situação real de cada banco, quem deve para quem", afirma Braido.

Ele lembra que bancos menores normalmente despertam maior desconfiança dos clientes sobre o risco de quebra. Por isso, essas instituições tendem a sofrer mais diante de uma corrida para sacar dinheiro. "Em 1929, você tinha uma estrutura muito pulverizada nos Estados Unidos, com muitos bancos de atuação municipal ou regional, que acabaram não resistindo aos saques em massa."

A última grande onda de consolidação do setor financeiro mundial ocorreu durante acrise global de 2008, com a quebra do Lehman Brothers, o quarto maior banco dos EUA na época. O governo americano foi obrigado a socorrer outras instituições consideradas "grandes demais para quebrar", além de estimular fusões, para evitar uma crise ainda maior, diz o professor. Outros países, principalmente na Europa, também tiveram que injetar dinheiro nos seus sistemas bancários para evitar que a crise se espalhasse.

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Legislação rígida dificulta abertura de bancos menores

As diversas crises financeiras registradas ao longo da história levaram os governos a endurecer as regras e intensificar a fiscalização dos bancos para evitar quebras generalizadas. Uma das regras mais conhecidas é o Acordo da Basileia, um conjunto de medidas que exige que as instituições tenham reservas mínimas de capital  dinheiro para fazer frente ao volume de empréstimos. O primeiro acordo foi firmado em 1988 na cidade de Basileia, Suíça. Outras duas versões complementares do acordo foram feitas em 2004 (Basileia II) e 2008 (Basileia III).

Todo banco é obrigado a seguir o Acordo de Basileia, bem como todas as regras determinadas pelo Banco Central. Para isso, a instituição precisa manter rígidos sistemas de controle interno e gestão de risco, além equipes dedicadas exclusivamente a fazer auditorias frequentes para conferir se todas as regras estão sendo cumpridas.

Manter toda essa estrutura é caro, o que acaba representando uma barreira para abertura de bancos menores, afirma o professor Ricardo Rocha, do Insper. "É o que o chamamos de Custo de Observância. Esse custo tem aumentado nos últimos anos porque as normas estão cada vez mais rígidas para garantir a estabilidade do sistema."

O professor Luís Braido, da FGV/EPGE, diz que o Custo de Observância é uma das razões que explicam a tendência mundial de consolidação do setor bancário. "Está cada vez mais difícil para os bancos pequenos arcarem com esses custos e ainda se manterem rentáveis."

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Crédito depende de recursos públicos

A concentração aumenta o nível de segurança do sistema bancário porque minimiza principalmente o risco de pequenas instituições quebrarem em momentos de crise ou de grande desconfiança no mercado. Por outro lado, uma menor quantidade de bancos restringe as opções para empresas e pessoas conseguirem empréstimos para consumir ou investir na produção.

"O Brasil passou do ponto. Temos um sistema muito seguro, mas sem oferta de crédito adequada para viabilizar o crescimento econômico", afirma o professor Luís Braido, da FGV/EPGE.

"Não há bancos privados oferecendo crédito próprio em larga escala. A participação deles é limitada praticamente ao repasse de recursos públicos do BNDES, do FAT [Fundo de Amparo ao Trabalhador] ou do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço]. Apenas os bancos públicos possuem crédito direcionado. O Banco do Brasil domina sozinho o agronegócio. A Caixa responde por quase 80% do crédito habitacional, com uma pequena competição dos privados nesse segmento."

Para Febraban, concentração segue tendência internacional

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) afirma que o aumento da concentração no Brasil foi reflexo do endurecimento das regras do setor após a crise de 2008 e também do intenso processo de fusões e aquisições provocado pela crise, que atingiu principalmente os Estados Unidos e a Europa, com bancos saudáveis absorvendo instituições problemáticas, com apoio dos governos locais.

“Diante do forte aumento regulatório, os bancos passaram a rever suas operações em outros países e a concentrar suas atividades nas áreas mais lucrativas e representativas, para preservar o capital e a rentabilidade, o que gerou um aumento da concentração ao redor do mundo, à medida que suas unidades foram adquiridas por bancos locais ou regionais. Vimos isso claramente ocorrer na América Latina”, diz a Febraban.

Na avaliação da Febraban, fusões e aquisições favorecem o crescimento dos bancos, a diversificação de produtos ou serviços, o aprimoramento das funções administrativas, melhora da tecnologia, e ganhos de escala. A consolidação de mercado também representa proteção contra aquisição por outra instituição.

A entidade também cita o estudo “Global Financial Stability Report” (Relatório de Estabilidade Financeira Global) feito pelo FMI em 2014. Embora o setor tenha sofrido intensa consolidação no Brasil nos últimos anos, o nível de concentração dos três maiores bancos do país ainda é inferior ao de países desenvolvidos, como Reino, Unido, Japão, França e Espanha, segundo o FMI. “Mesmo usando outros critérios de concentração, dos quatro ou cinco maiores bancos, vemos que o mercado brasileiro possui concentração proporcionalmente semelhante às de Austrália e Canadá”, afirma a Febraban.

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Primeiro banco do Brasil quebrou em 20 anos

A História revela que a primeira instituição financeira do país, o Banco do Brasil, foi inaugurada em 1808 por Dom João 6º. A ideia era movimentar a economia da então colônia portuguesa. Sem fiscalização, logo o banco teve sua finalidade desvirtuada eacabou servindo para financiar os gastos da nobreza no país.

O banco quebrou 20 anos depois de sua fundação. Em 1829, o imperador Dom Pedro 1º foi obrigado a fechar o Banco do Brasil depois que diretores da instituição fugiram para a Inglaterra com grande parte do dinheiro. O Banco do Brasil que conhecemos hoje foi fundado apenas em 1905.

Os detalhes dessa e de outras histórias de falcatruas envolvendo bancos brasileiros são contados no livro "Dinheiro Podre – A História das Fraudes nas Instituições Financeiras do Brasil" (Editora Matrix), escrito pelo engenheiro Carlos Coradi e pelo advogado Douglas Mondo.

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Plano real e privatizações enxugaram setor na década de 90

Existem hoje pouco mais de 150 instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central a atuar no país. Na década de 1960, o número de bancos era o dobro. A quantidade caiu principalmente ao longo dos anos 1990, com a quebra de diversos bancos após a criação do Plano Real e o movimento de privatização dos bancos estaduais.

Nos anos 1980 e início dos 1990, muitos bancos viviam basicamente de ganhos financeiros decorrentes da hiperinflação, investindo no chamado "Overnight" o dinheiro que os correntistas deixavam parado nas contas de um dia para o outro. Esse tipo de aplicação chegou a render 2% ao dia.

Com a estabilidade econômica gerada pelo Plano Real, os bancos foram obrigados a buscar outras fontes de recursos, como as tarifas de serviços, a melhorar sua eficiência e também oferecer empréstimos com margens de ganho maiores. Mas muitas instituições não conseguiram se adaptar à nova realidade do país. Diversos casos de fraudes também foram descobertas nessa época, como a do Banco Econômico.

O governo injetou cerca de R$ 16 bilhões em valores da época para salvar os bancos mais importantes e evitar o colapso do sistema. Por meio do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional, o Proer, o governo saneou as instituições e estimulou a venda dos ativos para outros bancos.

Entre os bancos mais conhecidos na época, o Nacional, que tinha o piloto Ayrton Senna como garoto-propaganda, terminou nas mãos do Unibanco, em 1995, e o Bamerindus foi vendido para o HSBC, em 1997.

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Também houve na década de 1990 um intenso processo de privatização de bancos estaduais. Da mesma forma que os bancos privados, os estaduais sofreram com o fim dos ganhos gerados pela hiperinflação até 1994. Juntos, eles respondiam por 17,6% dos recursos do sistema bancário nacional em 1996.

Para evitar uma quebra generalizada, o governo adotou a mesma estratégia de salvação dos bancos privados e criou, em 1996, o Programa de Incentivo à Redução da Presença do Estado na Atividade Bancária (Proes). As instituições estaduais foram saneadas e depois leiloadas para a iniciativa privada. O maior banco estadual na época, o Banespa, foi comprado pelo Santander em 2000 por R$ 7 bilhões.

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Bancos estrangeiros erraram a mão e foram embora

Muitas instituições estrangeiras tentaram se estabelecer aqui, mas não resistiram às peculiaridades do sistema bancário brasileiro e acabaram deixando o país. Os casos mais recentes são do HSBC, que vendeu sua filial brasileira para o Bradesco, e do Citibank, que transferiu a área de banco de varejo no país para o Itaú Unibanco.

Para os especialistas, a saída de bancos estrangeiros pode ser explicada por uma combinação entre erro de estratégia de atuação no país com mudanças de planos em escala global, muitas vezes para privilegiar países com maior potencial de crescimento do que o Brasil.

"Citi e HSBC sempre foram bancos de perfil elitista no Brasil. Atuavam para um público classe A, em grandes cidades. Não é uma clientela ruim. O problema é que eles tinham que enfrentar a concorrência dos bancos nacionais nesse segmento, que é um dos mais disputados do mercado", afirma o professor Luís Braido, da FGV/EPGE.

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Fintechs, concorrência ainda tímida a grandes bancos

As pessoas que buscam alternativas aos serviços dos grandes bancos podem recorrer às chamadas fintechs, empresas de tecnologia que oferecem produtos bancários, como cartões de crédito, empréstimos e contas totalmente digitais.

"As fintechs ainda são uma novidade e possivelmente representarão um novo horizonte para o setor bancário daqui a algum tempo", diz o professor Marcio Pochmann, da Unicamp. "Elas estão se especializando em áreas em que os bancos não têm atendido à demanda adequadamente e provavelmente provocarão uma adaptação de todo o sistema."

Por exemplo, o Banco Neon, uma das fintechs mais conhecidas, é apenas a 84ª maior instituição financeira do país, segundo o ranking do Banco Central.

O professor Ricardo Rocha, do Insper, afirma que as fintechs ainda são pouco representativas dentro do universo bancário brasileiro. "Elas ainda não são um fator de oposição aos bancos tradicionais. Mas representam um passo interessante. É preciso observar como será a evolução delas nos próximos anos."

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